Descrição
SENSE – Sensor Ótico FD‑H35‑M2
Sensor ótico SENSE FD‑H35‑M2 para alta temperatura com fibra difusa
O SENSE FD‑H35‑M2 é um sensor ótico por fibra para alta temperatura, indicado para áreas onde sensores convencionais não resistem. Ele usa um cabeçote de fibra óptica difusa com rosca M6, conectado a um amplificador eletrônico SENSE (como o FX‑301, vendido separadamente). Assim, apenas o cabeçote enfrenta o calor extremo, enquanto a eletrônica fica protegida no painel. O resultado é detecção confiável, vida útil maior e manutenção mais simples.
O sistema trabalha em modo difuso. O cabeçote emite luz sobre o objeto e recebe a luz refletida. O amplificador interpreta essa variação e gera o sinal para o CLP ou sistema de comando. Graças à sua construção especial, o FD‑H35‑M2 pode operar em ambientes entre ‑60 ºC e aproximadamente 350 ºC, como fornos, estufas, linhas de tratamento térmico e zonas aquecidas de máquinas. Dessa forma, a SENSE oferece uma solução dedicada para automação em condições extremas.
Cabeçote M6 compacto, cabo inox de 2 m e operação até 350 ºC
Corpo roscado M6 para montagem direta em fornos e estruturas metálicas
O cabeçote do FD‑H35‑M2 possui rosca M6, com corpo cilíndrico curto e compacto. Esse formato facilita a instalação em paredes de forno, chapas, blocos metálicos ou suportes padrão M6. Por ser pequeno, o cabeçote pode ficar muito próximo ao ponto de detecção, mesmo em gabaritos estreitos e máquinas com pouco espaço.
Na ponta do cabeçote, o feixe ótico sai pela face frontal e define o ponto de leitura. Como o modelo opera em modo difuso, não é necessário outro cabeçote no lado oposto. Basta ajustar a distância entre o FD‑H35‑M2 e o alvo e configurar o amplificador para o alcance desejado. Isso simplifica o projeto e reduz a quantidade de componentes mecânicos dentro da área quente.
Cabo em aço inox com alto limite térmico e curvatura controlada
Ligando o cabeçote ao amplificador, o FD‑H35‑M2 utiliza um cabo de fibra óptica com jaqueta em aço inox, com cerca de 2 m de comprimento. Essa jaqueta metálica protege a fibra contra calor, abrasão, respingos e esforços mecânicos, permitindo a passagem por zonas de temperatura elevada. Ao mesmo tempo, o cabo mantém boa flexibilidade para roteamento até o lado frio da máquina.
Para preservar a fibra, é essencial respeitar o raio mínimo de curvatura (R25). Ou seja, não se deve dobrar o cabo em curvas mais fechadas do que 25 mm de raio. Quando você segue essa regra, mantém a qualidade do feixe e aumenta a durabilidade do conjunto. Assim, o cabo pode atravessar paredes isoladas, dutos e estruturas metálicas, levando o sinal ótico da zona quente até o painel de controle.
Faixa de temperatura extrema para aplicações severas
O maior diferencial do FD‑H35‑M2 é sua capacidade de trabalhar em alta temperatura. O cabeçote e o cabo em inox suportam ambientes que vão de ‑60 ºC até cerca de 350 ºC, dependendo da montagem e da aplicação real. Isso permite automatizar processos em setores que normalmente exigem soluções mecânicas complexas ou sensores sujeitos a falhas constantes.
Com esse sensor, você monitora presença, passagem e posição de peças aquecidas diretamente na zona quente. Ao mesmo tempo, a parte eletrônica permanece em uma região climatizada e acessível. Assim, o FD‑H35‑M2 resolve um desafio clássico: levar detecção confiável para dentro de fornos e estufas sem comprometer a confiabilidade do sistema.
Integração com amplificadores SENSE e aplicações em alta temperatura
Funcionamento com amplificadores FX‑301 e outros modelos SENSE
O FD‑H35‑M2 integra a linha de fibras ópticas SENSE desenvolvidas para amplificadores como o FX‑301. O amplificador gera a luz, recebe o retorno e faz todo o processamento eletrônico. A fibra FD‑H35‑M2 apenas conduz o feixe até o ponto de detecção e traz a reflexão de volta.
Na prática, você instala o amplificador no painel, conecta a fibra FD‑H35‑M2 e energiza o sistema. Depois, executa o teaching com peça presente e ausente. O display do amplificador exibe o nível de luz recebido, o que ajuda muito em aplicações onde o acesso à zona quente é limitado. Dessa forma, o conjunto amplificador SENSE + FD‑H35‑M2 forma um sensor ótico completo, com saídas NPN ou PNP, alimentação em 12–24 Vcc e interface de ajuste amigável para o técnico.
Aplicações em fornos, estufas e linhas de tratamento térmico
O sensor ótico FD‑H35‑M2 se destaca em fornos industriais, estufas e túneis de aquecimento. Em fornos de têmpera, revenimento, sinterização ou secagem, você pode embutir o cabeçote M6 na parede, mirando a área de passagem das peças. Assim, o sensor detecta a passagem de bandejas, ganchos, pallets metálicos ou peças individuais, mesmo quando estão incandescentes.
O modelo também atende linhas de tratamento térmico e galvanização, em que as peças passam por banhos quentes, mesas aquecidas ou estufas em sequência. Nessas etapas, o FD‑H35‑M2 monitora a presença em pontos críticos, como entradas e saídas de fornos, posições de parada internas ou verificações de fluxo em túneis térmicos. Isso melhora o controle do processo, evita ciclos sem peça e reduz falhas por ausência de material.
Benefícios na automação de processos em ambientes severos
Ao escolher o SENSE FD‑H35‑M2, você obtém diversos benefícios em ambientes severos. Em primeiro lugar, o sensor permite separar eletrônica e zona quente, o que facilita a manutenção e aumenta a confiabilidade. Caso seja necessário ajustar ou trocar o amplificador, o técnico atua em uma área acessível, sem contato direto com o calor.
Em segundo lugar, a detecção ótica difusa elimina o desgaste típico de dispositivos mecânicos em áreas quentes, como microchaves ou alavancas. O sensor identifica presença e passagem de forma não invasiva, reduz ajustes mecânicos e prolonga a vida útil do sistema. Por fim, o FD‑H35‑M2 se integra naturalmente ao padrão SENSE: utiliza os mesmos amplificadores, a mesma lógica de configuração e a mesma filosofia de automação que você já aplica em outros pontos da planta.




